You're My Band Aid
Autora: Karolyne e Bruna Fernandes
Status: Em Andamento
Revisada por: Vê Inamonico
Categoria: Danny Fics
Sub-Categoria: Romance, Drama - LongFic
Comentários:
Prólogo
“Linda, jovem e talentosa... com apenas 24 anos de idade já podemos consagrar mais um dos monstros da música pop britânica” Por que diabos esse povo da televisão insistia tanto em encher a minha bola? E também não entendi... Linda, jovem e talentosa para depois me chamarem de monstra? Acho que preferia os elogios, ainda. Mas mesmo assim, deixe eu me apresentar. Meu nome, como eu acho que todo o mundo já conhece, é , eu tenho 24 anos e canto desde... Bem... 5 anos de idade eu acredito. Tenho 3 CDs e estou em processo de gravação; sou inglesa, natural de Doncaster, mas moro atualmente em Los Angeles com, bem...meu marido.
Eu não posso dizer que a minha vida é um desastre, porque, bom, eu tenho dinheiro o suficiente para me manter até a minha velhice, tenho pessoas ao meu redor que realmente gostam de mim, tenho fãs maravilhosos, mas o único ponto em que eu sempre tento fugir nas entrevistas é quando o assunto se depara em Adam. Ele, além de meu marido é meu produtor musical, tem 30 anos e digamos que tem um gênio muito difícil de lidar e um temperamento que eu fico assustada às vezes.
Somos casados há 2 anos, e a mídia sempre enfatiza que somos felizes, quase um casal perfeito. Quase. Brigamos toda a semana, os ciúmes da parte dele não entendo muito bem. Eu não tenho vida! Então não tem com o que ele se preocupar. E eu o amo, sim, eu o amo! Ele foi meu primeiro homem, namoramos minha adolescência inteira praticamente, até ele me arrastar para a América, longe de meus amigos e minha família e, assim, nos casamos. Adam é 6 anos mais velho do que eu, ele que me ensinou praticamente tudo (inclusive isso que vocês estão pensando).
Capítulo 1
(Coloquem para carregar e dêem play quando eu disser :D)
Terça-feira, 07:10am
“2am wide awake lying, on my bed tunning on the radio, trynna make the emptiness go…”
Por que eu ainda insistia em colocar minha música como meu toque de despertador? Ok, mais um dia de trabalho e hoje até que a minha agenda não estava cheia. Olhei para o lado, Adam continuava a dormir, tateei meus chinelos de quarto e me levantei, olhando para o relógio mais uma vez para garantir que eu precisava somente de um banho e um café da manhã rápido para estar a tempo na gravadora. Hoje eu iria fazer algumas demos pela manhã e à tarde iria para a MTV dar alguma entrevista falando do meu novo álbum.
O meu trabalho pela manhã já estava feito, almocei um sanduíche natural e corri para a MTV. Chegando lá, fui muito bem recebida e paparicada por todos, como sempre. Fiquei horas conversando com Alexa Chung no camarim, era a única coisa que eu pedia, a única exigência: Poder conversar tranquilamente com a pessoa que iria me entrevistar, não conseguia manter um diálogo muito proveitoso quando não conhecia a pessoa, e esse era o caso de Alexa; se havia a visto uma ou duas vezes em premiações era muito.
Alexa era uma menina muito bonita, pelo que eu percebi, ela deveria ter mais ou menos a minha idade, era mais alta do que eu (óbvio, qualquer um poderia ser....mas eu era 1,54m de puro charme, ‘ta bom?) e eu já estava me sentindo à vontade ao seu lado.
Beep. Primeira chamada para começar o programa e em instantes eu estaria lá, no palco, mais uma vez.
Já estávamos todas preparadas. Eu vestia um belo tubinho preto e sapatos peep toe na cor vermelha (que, sem dúvidas, era a minha favorita). Juntamente com a minha banda, eu tinha minhas inseparáveis backing vocals: Catherine e Lindsay. Elas tinham que me dar suporte nos refrões e em algumas músicas até cantavam aleatoriamente. E eu adorava isso, não que eu não gostasse de holofotes, mas era bom dividi-los com pessoas tão talentosas quanto as duas.
Ocorreu tudo como eu havia esperado na entrevista, Alexa me perguntou sobre meus novos projetos que incluíam meu CD, idéias para videoclipes e singles e então, a pergunta que eu mais odiava e evitava responder havia chegado:
- E então, , agora que já sabemos de seus novos projetos, nos fale um pouco sobre seu casamento! – E aqui estava a maldita pergunta... Tchanam!
- Ah... Está bem, obrigada! – Tentei responder da melhor e mais simpática forma possível e pude notar um ar de decepção por parte de Alexa e dos espectadores.
- Bom, – Alexa tomou a palavra com certo constrangimento – agora que sabemos de sua vida amorosa, por que você não nos presenteia com uma palhinha de seu novo single? Creio que, assim como eu, todos da platéia gostaríamos de ouvir! – Santa Chung.
Sendo assim, fui até o pequeno palco, certifiquei-me de que a banda estava pronta e minhas adoráveis backing vocals também e logo pude ouvir as primeiras batidas de Mama Do. Como eu adorava essa música! Eu tinha feito aos meus 15 anos, auge da adolescência e das descobertas e só agora pude gravá-la. Simplesmente era uma das minhas favoritas.
(Coloquem a música!)
- Esta é Mama Do. – Eu disse com o meu brilho no olhar, o que eu sempre tinha quando eu ia cantar.
Everynight I go
Everynight I go
Sneaking out the door
I lie a little more
Baby I'm helpless
(Toda a noite em que eu
Toda a noite em que eu
Saio devagarzinho pela porta
Eu minto um pouco mais
Baby, eu não tenho salvação)
Theres something ‘bout the night
And the way it hides all the things I like
Little black butterflies
Deep inside me
(Há algo sobre a noite
E como ela esconde todas as coisas que eu gosto
Pequenas borboletas pretas
No fundo de mim)
What would my mama do
If she knew ‘bout me and you?
What would my daddy say
If he saw me hurt this way?
(O que será que minha mãe faria?
Se soubesse sobre eu e você
O que será que meu pai iria dizer?
Se ele me visse magoada assim)
Why should I feel ashamed?
Feeling guilty at the mention of your name
Here we are again
It's nearly perfect
(Por que eu deveria sentir vergonha?
Sentir-me culpada, à menção do seu nome
Aqui estamos nós outra vez
É quase perfeito)
What would my mama do…
All the things a girl should know
Are the things she can't control
All the things a girl should know
Are the things she can't control
(O que será que minha mãe faria?
Todas as coisas que uma garota deveria saber
São as coisas que ela não pode controlar
Todas as coisas que uma garota deveria saber
São as coisas que ela não pode controlar)
Capítulo 2
Terça-feira, 07:02pm
Eu estava realmente atrasada para chegar em casa. Eu havia passado o resto da tarde conversando com várias pessoas da MTV e esquecera completamente de que Adam tinha planos de me levar para jantar hoje. Cheguei em casa em 10 minutos – realmente o estúdio era próximo à minha casa – busquei por minhas chaves na minha bolsa gigante da Louis Vuitton e, ao abrir a porta, deparei-me com algumas garrafas de cerveja, vodka e derivados espalhados no chão. Estranhei.
- Adam? – Entrei no hall um pouco assustada, procurei por ele na sala de estar, de jantar, cozinha, até perceber que ele poderia estar no nosso quarto. Dito e feito.
- Olá amorzinho – Adam tinha olhos de mágoa e um aspecto nojento de bebida.
- Meu Deus! O que houve com você? Nós não íamos jantar hoje?
- Íamos. Se a minha mulher não tivesse me abandonado mais uma vez. – Adam foi chegando perto de mim, e antes que ele o fizesse, eu já podia sentir o seu hálito horroroso.
- Desculpe querido, eu realmente perdi o horário... – Tentei me justificar, dando alguns pequenos passos para trás.
- Querido? Faça-me rir ! Olhe para você e olhe para mim – Ele me olhou e deu um sorriso irônico – MAS QUE DROGA! Por que você não falou sobre nós dois mais....hm...especificamente naquela droga de programa?
- Não quero começar a discutir com você – Disse simplesmente. Virando de costas para ele e indo em direção ao banheiro.
- Agora você vai ter que me ouvir. – Adam disse, pegando no meu braço e me fazendo olhar para ele. Eu estava começando a ficar assustada, e ele nem sequer tinha aumentado o tom de voz, mas o olhar dele estava demonstrando o quão chateado - não sei se posso usar essa palavra - estava.
- Adam, por favor, você está completamente bêbado e eu estou muito cansada. – disse encarando-o, porém com receio da reação dele.
- Quem você pensa que é para falar comigo desse jeito? – Realmente ele estava muito alterado pela bebida, normalmente ele não agiria dessa forma ou, ao menos, eu pensava que não. – E eu não ligo para o seu cansaço, você terá que me ouvir AGORA! - E a cada palavra que saía de sua boca, eu podia sentir sua mão apertando com mais intensidade meu pequeno braço.
- Você está me machucando... – Murmurei, no entanto, não pude finalizar minha frase, uma vez que ela foi interrompida pela gargalhada que ele deu, e me deixou mais confusa do que já estava.
- ‘Ta doendo é amorzinho?! – e outra gargalhada. – Então você deveria ter pensado nisso antes de me deixar aqui plantado esperando a sua boa vontade de aparecer. – Falando isso ele puxou com mais força o meu braço que antes. Ele apenas apertava e, em um movimento muito brusco, posso dizer com toda certeza rápido, ele me jogou contra nossa enorme e devidamente desarrumada cama. Encolhi-me sentada a espera do que viria a seguir.
- Agora me responda, por que diabos você não falou mais sobre nosso casamento? Não está feliz com nossa vida? RESPONDA! – Percebi que ele já estava até vermelho, parecia que seus olhos iriam saltar tamanha era a sua raiva.
- Eu simplesmente detesto falar da minha vida pessoal, você sabe muito bem disso. - eu respondi.
- Não me venha com conversinhas, você poderia ter dado uma resposta melhor, e agora eles irão pensar o que? Que você não ama o seu marido, certamente. Como eu irei trabalhar amanhã? Todos ficarão me encarando, e tudo pela bela resposta que minha esposa deu, muito obrigado . – E, como sempre, ele duvidava do meu amor por ele, não acreditava em meus sentimentos, o que ele havia falado era mentira e mal sabia ele o quanto eu sofria ao ouvi-lo dizer aquilo.
- Você deveria pensar mais nas coisas que fala, ao invés de ficar falando idiotices, francamente você a cada dia está se saindo pior - Eu não compreendia o porquê daquela discussão, não sabia onde Adam queria chegar com tudo aquilo, afinal eu havia respondido que tudo estava muito bem, será que não era o suficiente? O que realmente ele queria que eu respondesse? Resolvi manter-me calada, talvez assim a briga encerrasse ali. Me enganei.
- Por que você tocou aquela música? Você sabe o quanto eu ODEIO aquela música. – ele perguntou. Nunca perguntei a ele o motivo dele não gostar daquela música, penso que seja o significado dela, ou talvez a melodia, Adam era muito perfeccionista, quando eu dizia a ele que era uma das minhas músicas favoritas só faltava que ele me chamasse de burra por isso. – eu realmente não entendendo o porquê daquela MALDITA música, você nunca soube o que é uma boa canção, melodia, tudo perfeitamente sincronizado, você... Você nunca soube nada, EU sempre fiz tudo, TUDO! – ele estava de pé na minha frente olhando-me fixamente com um olhar furioso, só faltava cuspir em meu rosto pelo curto espaço que restava entre nós.
Eu apenas o olhava sem dizer nada, não sabia nem o que pensar naquele momento, tentava absorver as suas palavras, porém elas eram duras demais. Senti as lágrimas chegarem aos meus olhos e tentei ao máximo segurá-las, mas era mais forte que eu, eram muitos sentimentos envolvidos naquela ocasião. Então senti rolar sobre o meu rosto a primeira lágrima de muitas que viriam.
- QUE MERDA! – Adam fechou seu punho se afastando de mim – Você nunca faz nada direito, não se prontifica a querer melhorar nosso relacionamento, confesse que, se não fosse eu, você seria um nada misturado com coisa nenhuma. – uma olhada de canto e pude perceber seu riso irônico aparecer. – Se não fosse por mim sua carreira teria ido por água abaixo. – ele finalizou encarando-me.
Por um momento eu havia achado que iria ouvi-lo durante a noite inteira aos prantos, enquanto Adam, alterado pelo álcool, ficaria falando tudo o que desejava, porém, ele tocou em um assunto muito delicado e sério da minha vida: minha carreira. Realmente devia muito a ele por tudo que ele fez, mas aquelas palavras que saíram de sua boca sem dó nem piedade sobre mim foram demais, ele estava duvidando de minha capacidade, e isso eu não iria permitir, jamais.
- Não ouse se referir de minha carreira desta forma, e muito menos de minha capacidade. - Nesse momento eu havia tirado coragem, Deus sabe de onde, e levantei-me secando minhas lágrimas para, assim, poder enfrentá-lo melhor. - Para mim já chega, Adam Stout! Não agüento mais essa discussão. – eu disse com toda firmeza que ainda me restava.
- Eu digo quando acaba. – ele falou entre dentes e caminhado até mim. – Eu mando nessa porcaria aqui e você apenas tem que me obedecer. – agarrou–me pelo braço fortemente, e logo pensei que deixaria marcas horríveis ali.
- Adam, por favor, me larga, está doendo. – choraminguei.
- Cala a boca sua imprestável! – O tom de voz dele aumentou significativamente – Você é minha e eu faço o que eu quero e o que bem entendo. – dizendo isso, eu apenas senti uma dor em meu braço direito pela forte batida que dei ao encontrar com o chão, sim ele havia me jogado lá.
- Olhe para você, nem parece aquela mulher toda poderosa da TV. – gargalhou – Agora aprenda a falar o que EU quero, está me ouvido? – pegou-me pelos meus dois braços e em somente um movimento ergueu-me novamente, apertando meus frágeis braços. Eu acreditava seriamente que ele estava usando toda sua força, a dor que eu sentia estava se tornando cada vez mais insuportável, não agüentaria por muito tempo.
- PARA ADAM! – gritei, com a pouca força que ainda me restava.
- Não fale comigo assim! Cala a boca sua imbecil. – o que nunca havia passado nem em meus pensamentos, aconteceu, a ardência logo veio, como reflexo minha mão foi de encontro ao local em uma tentativa frustrante de fazer com que a dor parasse, foi em vão. Nós sempre tínhamos brigas como todo casal tinha, mas aquilo nunca havia ocorrido, aquele tapa me machucara muito, e não pela dor em si, mas pela audácia de Adam em fazer aquilo comigo, logo, eu que nunca havia feito nada que o fizesse agir daquela forma.
Fiquei estática, atônita, parecendo uma criança com medo que só necessitava de um colo para poder chorar. Ainda não havia caído a minha ficha do que acabara de acontecer, mas quando dei por mim, Adam já havia deixado o apartamento e pude ouvir o ronco do seu carro deixando nossa garagem. Tentei levantar com o maior cuidado o possível, tudo doía no meu corpo e principalmente meu coração. Apesar de toda machucada e com raiva de quem eu chamava de marido, eu fiquei preocupada com ele. O estado de Adam não era dos melhores, ele estava completamente bêbado e com raiva, e dirigir assim poderia ser uma péssima idéia.
Meus olhos pesavam e ao chegar ao banheiro eu pude notar o estado que eu me encontrava, na área da minha bochecha ainda estava um pouco vermelho... Joguei um pouco de água no meu rosto, coloquei minha camisola e deitei. Não podia fazer nada mesmo, me aconcheguei, abraçando meu corpo como se fosse me proteger de alguma coisa e fiquei chorando até conseguir pegar no sono.
Volte ao topo para comentar!
Fechar a janela para voltar ao POP
“Linda, jovem e talentosa... com apenas 24 anos de idade já podemos consagrar mais um dos monstros da música pop britânica” Por que diabos esse povo da televisão insistia tanto em encher a minha bola? E também não entendi... Linda, jovem e talentosa para depois me chamarem de monstra? Acho que preferia os elogios, ainda. Mas mesmo assim, deixe eu me apresentar. Meu nome, como eu acho que todo o mundo já conhece, é , eu tenho 24 anos e canto desde... Bem... 5 anos de idade eu acredito. Tenho 3 CDs e estou em processo de gravação; sou inglesa, natural de Doncaster, mas moro atualmente em Los Angeles com, bem...meu marido.
Eu não posso dizer que a minha vida é um desastre, porque, bom, eu tenho dinheiro o suficiente para me manter até a minha velhice, tenho pessoas ao meu redor que realmente gostam de mim, tenho fãs maravilhosos, mas o único ponto em que eu sempre tento fugir nas entrevistas é quando o assunto se depara em Adam. Ele, além de meu marido é meu produtor musical, tem 30 anos e digamos que tem um gênio muito difícil de lidar e um temperamento que eu fico assustada às vezes.
Somos casados há 2 anos, e a mídia sempre enfatiza que somos felizes, quase um casal perfeito. Quase. Brigamos toda a semana, os ciúmes da parte dele não entendo muito bem. Eu não tenho vida! Então não tem com o que ele se preocupar. E eu o amo, sim, eu o amo! Ele foi meu primeiro homem, namoramos minha adolescência inteira praticamente, até ele me arrastar para a América, longe de meus amigos e minha família e, assim, nos casamos. Adam é 6 anos mais velho do que eu, ele que me ensinou praticamente tudo (inclusive isso que vocês estão pensando).
Capítulo 1
(Coloquem para carregar e dêem play quando eu disser :D)
Terça-feira, 07:10am
“2am wide awake lying, on my bed tunning on the radio, trynna make the emptiness go…”
Por que eu ainda insistia em colocar minha música como meu toque de despertador? Ok, mais um dia de trabalho e hoje até que a minha agenda não estava cheia. Olhei para o lado, Adam continuava a dormir, tateei meus chinelos de quarto e me levantei, olhando para o relógio mais uma vez para garantir que eu precisava somente de um banho e um café da manhã rápido para estar a tempo na gravadora. Hoje eu iria fazer algumas demos pela manhã e à tarde iria para a MTV dar alguma entrevista falando do meu novo álbum.
O meu trabalho pela manhã já estava feito, almocei um sanduíche natural e corri para a MTV. Chegando lá, fui muito bem recebida e paparicada por todos, como sempre. Fiquei horas conversando com Alexa Chung no camarim, era a única coisa que eu pedia, a única exigência: Poder conversar tranquilamente com a pessoa que iria me entrevistar, não conseguia manter um diálogo muito proveitoso quando não conhecia a pessoa, e esse era o caso de Alexa; se havia a visto uma ou duas vezes em premiações era muito.
Alexa era uma menina muito bonita, pelo que eu percebi, ela deveria ter mais ou menos a minha idade, era mais alta do que eu (óbvio, qualquer um poderia ser....mas eu era 1,54m de puro charme, ‘ta bom?) e eu já estava me sentindo à vontade ao seu lado.
Beep. Primeira chamada para começar o programa e em instantes eu estaria lá, no palco, mais uma vez.
Já estávamos todas preparadas. Eu vestia um belo tubinho preto e sapatos peep toe na cor vermelha (que, sem dúvidas, era a minha favorita). Juntamente com a minha banda, eu tinha minhas inseparáveis backing vocals: Catherine e Lindsay. Elas tinham que me dar suporte nos refrões e em algumas músicas até cantavam aleatoriamente. E eu adorava isso, não que eu não gostasse de holofotes, mas era bom dividi-los com pessoas tão talentosas quanto as duas.
Ocorreu tudo como eu havia esperado na entrevista, Alexa me perguntou sobre meus novos projetos que incluíam meu CD, idéias para videoclipes e singles e então, a pergunta que eu mais odiava e evitava responder havia chegado:
- E então, , agora que já sabemos de seus novos projetos, nos fale um pouco sobre seu casamento! – E aqui estava a maldita pergunta... Tchanam!
- Ah... Está bem, obrigada! – Tentei responder da melhor e mais simpática forma possível e pude notar um ar de decepção por parte de Alexa e dos espectadores.
- Bom, – Alexa tomou a palavra com certo constrangimento – agora que sabemos de sua vida amorosa, por que você não nos presenteia com uma palhinha de seu novo single? Creio que, assim como eu, todos da platéia gostaríamos de ouvir! – Santa Chung.
Sendo assim, fui até o pequeno palco, certifiquei-me de que a banda estava pronta e minhas adoráveis backing vocals também e logo pude ouvir as primeiras batidas de Mama Do. Como eu adorava essa música! Eu tinha feito aos meus 15 anos, auge da adolescência e das descobertas e só agora pude gravá-la. Simplesmente era uma das minhas favoritas.
(Coloquem a música!)
- Esta é Mama Do. – Eu disse com o meu brilho no olhar, o que eu sempre tinha quando eu ia cantar.
Everynight I go
Sneaking out the door
I lie a little more
Baby I'm helpless
(Toda a noite em que eu
Toda a noite em que eu
Saio devagarzinho pela porta
Eu minto um pouco mais
Baby, eu não tenho salvação)
Theres something ‘bout the night
And the way it hides all the things I like
Little black butterflies
Deep inside me
(Há algo sobre a noite
E como ela esconde todas as coisas que eu gosto
Pequenas borboletas pretas
No fundo de mim)
What would my mama do
If she knew ‘bout me and you?
What would my daddy say
If he saw me hurt this way?
(O que será que minha mãe faria?
Se soubesse sobre eu e você
O que será que meu pai iria dizer?
Se ele me visse magoada assim)
Why should I feel ashamed?
Feeling guilty at the mention of your name
Here we are again
It's nearly perfect
(Por que eu deveria sentir vergonha?
Sentir-me culpada, à menção do seu nome
Aqui estamos nós outra vez
É quase perfeito)
What would my mama do…
All the things a girl should know
Are the things she can't control
All the things a girl should know
Are the things she can't control
(O que será que minha mãe faria?
Todas as coisas que uma garota deveria saber
São as coisas que ela não pode controlar
Todas as coisas que uma garota deveria saber
São as coisas que ela não pode controlar)
Capítulo 2
Terça-feira, 07:02pm
Eu estava realmente atrasada para chegar em casa. Eu havia passado o resto da tarde conversando com várias pessoas da MTV e esquecera completamente de que Adam tinha planos de me levar para jantar hoje. Cheguei em casa em 10 minutos – realmente o estúdio era próximo à minha casa – busquei por minhas chaves na minha bolsa gigante da Louis Vuitton e, ao abrir a porta, deparei-me com algumas garrafas de cerveja, vodka e derivados espalhados no chão. Estranhei.
- Adam? – Entrei no hall um pouco assustada, procurei por ele na sala de estar, de jantar, cozinha, até perceber que ele poderia estar no nosso quarto. Dito e feito.
- Olá amorzinho – Adam tinha olhos de mágoa e um aspecto nojento de bebida.
- Meu Deus! O que houve com você? Nós não íamos jantar hoje?
- Íamos. Se a minha mulher não tivesse me abandonado mais uma vez. – Adam foi chegando perto de mim, e antes que ele o fizesse, eu já podia sentir o seu hálito horroroso.
- Desculpe querido, eu realmente perdi o horário... – Tentei me justificar, dando alguns pequenos passos para trás.
- Querido? Faça-me rir ! Olhe para você e olhe para mim – Ele me olhou e deu um sorriso irônico – MAS QUE DROGA! Por que você não falou sobre nós dois mais....hm...especificamente naquela droga de programa?
- Não quero começar a discutir com você – Disse simplesmente. Virando de costas para ele e indo em direção ao banheiro.
- Agora você vai ter que me ouvir. – Adam disse, pegando no meu braço e me fazendo olhar para ele. Eu estava começando a ficar assustada, e ele nem sequer tinha aumentado o tom de voz, mas o olhar dele estava demonstrando o quão chateado - não sei se posso usar essa palavra - estava.
- Adam, por favor, você está completamente bêbado e eu estou muito cansada. – disse encarando-o, porém com receio da reação dele.
- Quem você pensa que é para falar comigo desse jeito? – Realmente ele estava muito alterado pela bebida, normalmente ele não agiria dessa forma ou, ao menos, eu pensava que não. – E eu não ligo para o seu cansaço, você terá que me ouvir AGORA! - E a cada palavra que saía de sua boca, eu podia sentir sua mão apertando com mais intensidade meu pequeno braço.
- Você está me machucando... – Murmurei, no entanto, não pude finalizar minha frase, uma vez que ela foi interrompida pela gargalhada que ele deu, e me deixou mais confusa do que já estava.
- ‘Ta doendo é amorzinho?! – e outra gargalhada. – Então você deveria ter pensado nisso antes de me deixar aqui plantado esperando a sua boa vontade de aparecer. – Falando isso ele puxou com mais força o meu braço que antes. Ele apenas apertava e, em um movimento muito brusco, posso dizer com toda certeza rápido, ele me jogou contra nossa enorme e devidamente desarrumada cama. Encolhi-me sentada a espera do que viria a seguir.
- Agora me responda, por que diabos você não falou mais sobre nosso casamento? Não está feliz com nossa vida? RESPONDA! – Percebi que ele já estava até vermelho, parecia que seus olhos iriam saltar tamanha era a sua raiva.
- Eu simplesmente detesto falar da minha vida pessoal, você sabe muito bem disso. - eu respondi.
- Não me venha com conversinhas, você poderia ter dado uma resposta melhor, e agora eles irão pensar o que? Que você não ama o seu marido, certamente. Como eu irei trabalhar amanhã? Todos ficarão me encarando, e tudo pela bela resposta que minha esposa deu, muito obrigado . – E, como sempre, ele duvidava do meu amor por ele, não acreditava em meus sentimentos, o que ele havia falado era mentira e mal sabia ele o quanto eu sofria ao ouvi-lo dizer aquilo.
- Você deveria pensar mais nas coisas que fala, ao invés de ficar falando idiotices, francamente você a cada dia está se saindo pior - Eu não compreendia o porquê daquela discussão, não sabia onde Adam queria chegar com tudo aquilo, afinal eu havia respondido que tudo estava muito bem, será que não era o suficiente? O que realmente ele queria que eu respondesse? Resolvi manter-me calada, talvez assim a briga encerrasse ali. Me enganei.
- Por que você tocou aquela música? Você sabe o quanto eu ODEIO aquela música. – ele perguntou. Nunca perguntei a ele o motivo dele não gostar daquela música, penso que seja o significado dela, ou talvez a melodia, Adam era muito perfeccionista, quando eu dizia a ele que era uma das minhas músicas favoritas só faltava que ele me chamasse de burra por isso. – eu realmente não entendendo o porquê daquela MALDITA música, você nunca soube o que é uma boa canção, melodia, tudo perfeitamente sincronizado, você... Você nunca soube nada, EU sempre fiz tudo, TUDO! – ele estava de pé na minha frente olhando-me fixamente com um olhar furioso, só faltava cuspir em meu rosto pelo curto espaço que restava entre nós.
Eu apenas o olhava sem dizer nada, não sabia nem o que pensar naquele momento, tentava absorver as suas palavras, porém elas eram duras demais. Senti as lágrimas chegarem aos meus olhos e tentei ao máximo segurá-las, mas era mais forte que eu, eram muitos sentimentos envolvidos naquela ocasião. Então senti rolar sobre o meu rosto a primeira lágrima de muitas que viriam.
- QUE MERDA! – Adam fechou seu punho se afastando de mim – Você nunca faz nada direito, não se prontifica a querer melhorar nosso relacionamento, confesse que, se não fosse eu, você seria um nada misturado com coisa nenhuma. – uma olhada de canto e pude perceber seu riso irônico aparecer. – Se não fosse por mim sua carreira teria ido por água abaixo. – ele finalizou encarando-me.
Por um momento eu havia achado que iria ouvi-lo durante a noite inteira aos prantos, enquanto Adam, alterado pelo álcool, ficaria falando tudo o que desejava, porém, ele tocou em um assunto muito delicado e sério da minha vida: minha carreira. Realmente devia muito a ele por tudo que ele fez, mas aquelas palavras que saíram de sua boca sem dó nem piedade sobre mim foram demais, ele estava duvidando de minha capacidade, e isso eu não iria permitir, jamais.
- Não ouse se referir de minha carreira desta forma, e muito menos de minha capacidade. - Nesse momento eu havia tirado coragem, Deus sabe de onde, e levantei-me secando minhas lágrimas para, assim, poder enfrentá-lo melhor. - Para mim já chega, Adam Stout! Não agüento mais essa discussão. – eu disse com toda firmeza que ainda me restava.
- Eu digo quando acaba. – ele falou entre dentes e caminhado até mim. – Eu mando nessa porcaria aqui e você apenas tem que me obedecer. – agarrou–me pelo braço fortemente, e logo pensei que deixaria marcas horríveis ali.
- Adam, por favor, me larga, está doendo. – choraminguei.
- Cala a boca sua imprestável! – O tom de voz dele aumentou significativamente – Você é minha e eu faço o que eu quero e o que bem entendo. – dizendo isso, eu apenas senti uma dor em meu braço direito pela forte batida que dei ao encontrar com o chão, sim ele havia me jogado lá.
- Olhe para você, nem parece aquela mulher toda poderosa da TV. – gargalhou – Agora aprenda a falar o que EU quero, está me ouvido? – pegou-me pelos meus dois braços e em somente um movimento ergueu-me novamente, apertando meus frágeis braços. Eu acreditava seriamente que ele estava usando toda sua força, a dor que eu sentia estava se tornando cada vez mais insuportável, não agüentaria por muito tempo.
- PARA ADAM! – gritei, com a pouca força que ainda me restava.
- Não fale comigo assim! Cala a boca sua imbecil. – o que nunca havia passado nem em meus pensamentos, aconteceu, a ardência logo veio, como reflexo minha mão foi de encontro ao local em uma tentativa frustrante de fazer com que a dor parasse, foi em vão. Nós sempre tínhamos brigas como todo casal tinha, mas aquilo nunca havia ocorrido, aquele tapa me machucara muito, e não pela dor em si, mas pela audácia de Adam em fazer aquilo comigo, logo, eu que nunca havia feito nada que o fizesse agir daquela forma.
Fiquei estática, atônita, parecendo uma criança com medo que só necessitava de um colo para poder chorar. Ainda não havia caído a minha ficha do que acabara de acontecer, mas quando dei por mim, Adam já havia deixado o apartamento e pude ouvir o ronco do seu carro deixando nossa garagem. Tentei levantar com o maior cuidado o possível, tudo doía no meu corpo e principalmente meu coração. Apesar de toda machucada e com raiva de quem eu chamava de marido, eu fiquei preocupada com ele. O estado de Adam não era dos melhores, ele estava completamente bêbado e com raiva, e dirigir assim poderia ser uma péssima idéia.
Meus olhos pesavam e ao chegar ao banheiro eu pude notar o estado que eu me encontrava, na área da minha bochecha ainda estava um pouco vermelho... Joguei um pouco de água no meu rosto, coloquei minha camisola e deitei. Não podia fazer nada mesmo, me aconcheguei, abraçando meu corpo como se fosse me proteger de alguma coisa e fiquei chorando até conseguir pegar no sono.

