Z - We Are In The Band!
Autora: Lucky.
Status: Em Andamento.
Revisada por: Rooxy.
Categoria: Comédia - LongFic.
Sub-Categoria: Mcfly Fics.
Comentários:
*Tu Tut Tu Tut Tuuu*
- Ahh, não Danny, ai não...
*Toom Ti Toom tooom ti toom*
- Ahahahah, seu cabelo fica legal verde assim!
*Tut tam tut tam tut taam tanam tanam*
- Ehehe, desde aquela época meu pé não toca o chão... Flutuaa!
*BAAAAAAAAAM*
- AAAAHHHHHHHHHHHH!! - levantou com tudo pra descobrir que os pratos da bateria estavam a dois centímetros da sua cabeça.
Resultado: contato imediato com pratos de bateria ao acordar.
Quem segurava os pratos? , a querida amiga da , segurava partes da bateria que antes estava na sala e agora estava desmontada pra ela fazer seu batuque matinal na orelha das pobres amigas.
- Po-ooxa, , nem quando o danny vem aos meus sonhos maravilhosos de meio de semana você me poupa?
- hohohoo – reparem no efeito do leque cobrindo a boca, aparecido do nada. – Epa, sonhando com quem?
- Nada, nem, ninguém.
- AARGH! - Opa, vez da de gritar que nem uma louca e fugir carregando meia bateria mais leque quando sua linda (e apavorante) amiga botou suas garras em seu pescoço.
Correr desesperada não bastou, pois na porta uma loira desgovernada já esperava com um olhar maligno e um abajur posando de espada nas mãos.
- NÃO NÃO!!! TENHA PIEDADE, EU SOU SÓ UM PEQUENO RELÓGIO CUCO SE FINJINDO DE BATERISTA... ARGH *cof cof cof* não... respiro... unha do... mal!
era friamente espancada por suas grandes amigas, e . voltava a roncar sonoramente.
Finalmente no café da manhã...
- Eu estava na boa babando sob sono profundo pra ser acordada com um prato de bateria NA MINHA ORELHA! – terminou , a última a declarar sua reclamação diária sobre o relógio amigo impetuoso que estava meio torto agora e fazia panquecas junto com a única que não reclamava... e por um bom motivo.
- WHOAAA!!! Olha gente, olha! Virei outra panqueca, acho que acordar cedo me dá habilidades especiais!
- Será? – encara enquanto prepara mais massa. – Talvez seja mesmo, tenta lamber o cotovelo, virar panqueca e falar “bando de babuínos babões babulciando em bando” bem rápido.
- Bebebeb...ble? Ahh, não começa a manhã me zoando, pô!
- Nya, você sabe que eu te amo!
- Eu não! – protestou .
- ninguém te perguntou nada, loira ingrata! O mesmo pra você ! – mostra a língua. - Eu, de bom coração, faço todo o esforço de acordar antes de todo mundo e depois acordar cada uma pra ser agradecida assim?
Um drama fajuto, deve ter sido o que a maioria pensou no momento, pois o que gostava de fazer era se fingir de vítima quase toda manhã que era recepcionada assim (a quebrava muitos abajures na cabeça dela semanalmente), mas no fundo ela estava dando um riso diabólico por ter testado sua bateria nos tímpanos das amigas novamente.
‘Nota mental: amanhã será em homenagem ao AC/DC, muahahahah!’, pensou .
- – tirou a amiga dos pensamentos malignos. - Você não acordou seu irmão porque?
- Hehumin? – resmungou entre panquecas.
- Verdade, geralmente ele te acompanha no dueto infernal. – falou.
- Ahh, ta... meu irmão, irmão, saquei, o dos cachos, o meu mano!!! Hmmm...
- O que deu nela? – se preocupou achando que tinha quebrado a amiga com tantos tapas.
- Mundo pra , alooo alooo!!! Será que ela pegou a doença de lerdeza do irmão? - foi mais rápida e estava balançando as mãos em frente do rosto da amiga.
- Shh, to tentando lembrar o que ele me disse quando acordou... Ainda estou no “Avisa a Vicky que...” – ela fez cara de força como se estivesse tentando lembrar algo difícil.
- Nessas horas que eu percebo o quanto eles são irmãos, o que ela não tem de cachos tem de lerdeza igual o Danny. E a Vicky se salva, já que ela alisou os cabelos e nasceu com a cabeça no lugar! – analisou completamente a família Jones.
- Beleeeza, uma lerda avaliando lerdeza. – suspirou. Aonde o mundo vai parar. - Mas a Vicky só se salva as vezes, ela sempre perde as chaves do carro... Ih, olha ela voltando ai...
*Cena: Vicky Jones entra bufando em casa, revira meia cozinha, acha chave do carro pendurada no chaveiro e sai bufando*
-OOK, a genética nunca falha...
-Oiaa, lembrei! O Danny falou que o dom ligou porque gostou do violão dele e eles vão tomar café com um cara das baquetas, porque funcionou e ele agora é famoso! Ele tem grana e vai comprar um baixo e muitas jóias, ou ele vai roubar jóias legais... isso não seria legal! – abriu o maior sorriso ‘nossa-como-eu-sou-esperta’ do mundo todo.
As amigas ficaram boquiabertas, como alguém poderia falar algo tão confuso e estranho como se fizesse tanto sentido?
- Calma , respira – abraçou a amiga. – Agora, vamos recapitular, começando pela parte que eu não entendi!
- Você não entendeu? Ahh, sim, isso foi o que o Danny disse.
Ok, tinha algo muito errado aqui. Ou o Danny pirou, ou a pirou ou um só estava acompanhando a loucura do outro... coisa de gêmeos, pode ser!
- Essa parte 'tá bem clara, o que eu queria saber é como isso faz qualquer sentido? – discutia, mas sua panqueca tava bem mais legal. Afinal devia ser mais um mal entendido da .
*Flashback*
- Heey, manaa!!! Mana... – Danny sussurrava pulando na cama da irmã.
- Saiê, pentelho de saia!
- Pentelho de saia? WTH? – Danny parou de pular. – Eu tenho uma coisa importante pra falar, uma novidade que eu esqueci de contar ontem!
- Se você for gay não é novidade!
- Besta, não não! O Dom, sabe, o Fletcher, então, ele ligou pra mim, e parece que ele realmente gostou da minha audiência, aquela que eu levei o meu violão e detonei com um monte de músicas do Queen, sabe? E nós vamos nos encontram agora de manhã pra acertar as coisas e também tem algo sobre baquetas e baixo, acho que ele vai levar um baterista e um baixista, uma banda! Uma banda, banda mesmo, vou ficar famoso, tipo os caras da tv... Que legal! Mas avisa a Vicky que eu to nas nuvens e que não sei que horas eu volto, 'tá? – sem resposta. – Hey?
- Hã?
- Acorda aiii! Quando você dormiu?
- Danny, pentelho de saia é anta sentada nas minhas costas!
- Err, pelo jeito não foi muito...
- Que 'cê qué?
- Vou resumir. Eu. Dom. Cara das baquetas. Na banda. Muito jóia. Woohoo. Fama. Grana. Hoje. No café. – Danny tinha certeza que ia chegara atrasado, mesmo sendo Londres, era do outro lado da cidade. – Sacou?
- Pódeixar. Tudo na boa! Boa sor... ZZZZ.
- Sim, eu seei!
Danny agarrou violão e deixou a mana dormindo na boa.
*fim do flashback*
- É hein nome estranho, Dom, né? – comentava mordendo um pão. Sim, ela estava comendo DE NOVO.
- Provavelmente é coisa do Danny... Ele sempre erra o nome das pessoas, tipo: Larry e Jerry, ou pior... Tom e Jerry! Olha, bem que dom pode ser Tom! – comentou espertamente.
- Ou Pom, Lom, Bom, Jom, Vom, Rom, Som, Mom, Nom... – completou não tão espertamente, contando nos dedos.
- Tem algo muito errado aqui! – levantou fazendo suspense.
- O que? O que? – saiu da sua lista de om’s.
- Eu também tenho essa sensação... – parou pra pensar. – Primeiro a se mandou...
- E segundo, ela acordou a gente cedo e é sábado!!!
Momento de silêncio.
- Ahhhhhhhhhhhhhh!!! – e gritaram com muito amor no coração.
- Me vesti a toa! – voltou pra cama.
É certo, alguém vai morrer hoje. Sangrentamente.
Agora, do outro lado de Londres...
Um garoto esperava em frente de um café. Ele era loiro e suas bochechas pareciam ainda maiores quando bufava impaciente.
Ele olhou o relógio.
- Gosh, onde estão os caras?
Com dificuldade ele tentou rever mentalmente a conversa que tivera com esse Danny na tarde de ontem.
*flashback ON*
Tuuu.
Nada.
Tuuu.
- Alôô!
- Alôô!
- Pizzaria, boa tarde! – Uma voz de garota falou.
Risadas soaram ao fundo.
- Heee, pizzaria foi ótima, me deu uma fomeeee! – Alguém falou no fundo.
Tutututuu.
- Droga, será que eu disquei errado?
Do outro lado da linha...
- Ihh, o cara desligou, eu ia pedir uma pizza pra ele!
- Oi, alguém ligou aqui, tô esperando uma ligação importante! – Danny entrou na sala.
Silêncio culpado.
- Ligaram, não?
- Nem.
- Então pede uma pizza pro chá das 5!
RIING.
Danny esqueceu da pizza e voou pro telefone.
- ALLLOOOOOOOOOOOOOOO!!!
- HOLYSHIT, Daniel! Você gritou mais que não sei o que, matou quem tava na linha!
- tutututuu...
- Pooxa, desligou! - Danny enfiou o telefone no bolso e se mandou; ele tinha esquecido meesmo da pizza.
Pro lado da linha original...
- ARREEEE, FUUCK! Quem foi o lesado? Acho que perdi meu lado bom de audição, se é que existe isso! – Tom xingou mais um pouco. Será que era o mundo conspirando contra sua nem ainda formada banda?
- Ok, respira Tom! Vou tentar no celular...
Tuuu.
Tuuu.
Tuuu.
Tuuu.
Tuuu.
Tuuu.
Tuuu.
Tuuu.
Que merda tava acontecendo agora?
Novamente do lado Jones da linha...
Danny dançava pra lá e pra cá no ritmo da música.
Para tudo, que música?
Ele começou a procurar insanamente a origem daquela música bacana dos Beatles.
Ahá, o celular. O problema era: onde está o dito cujo?
Jones começa a procurar insanamente numa pilha de roupa suja, voando pelo ar desde meias velhas até toucas fedidas.
Ahá, aqui estava o celular.
- Alôôô?
- E o jogo continua empatado, Inglaterra rouba a bola, vai pra cima, FALTAAA!
Danny encara seu “celular” que estava muuito parecido com o controle da tv...
- Merda!
No corredor vieram passos.
- Daniel Lesado Jones, como você explica seu celular no meu all star? – chegou carregando um celular todo esculhambado.
- Nossa, tinha esquecido onde coloquei, valeu!
- Err, de nada! Eu acho...
- Não tem mais nada ai não?
olha desconfiada para o tênis em suas mãos. Resolve sacudir só para garantir, provavelmente não ia doer.
Algo fez barulho.
- Epa, tem algo sim!
Danny fez cara de curiosidade enquanto enfiava a mão dentro do all star, até que...
-AAAARGH! – ela jogou no chão em brinquedo infantil (que eu não sei o nome) que dava choques em quem apertava. –SEU FILHO DE UMA BELA P-U-T-A!
Danny rolava de tanto rir no chão, se é que aquilo era uma risada. A cena era hilária em si, mas com ele rindo extrapolava o imaginário de hilaridade.
E o celular tocou, os Beatles estavam fazendo uma performance e tanto, mas danny foi rápido (OMG!) e atendeu ao telefone se trancando no quarto.
- Hell-oo!
- Danny Jones?
Lado Fletcher agora...
- Danny Jones?
- Em carne e sardas, quem manda?
- HAHAHaAHUAHUAHUA, é deve ser mesmo. Aqui é o Tom Fletcher, o que...
- OPAAA, E AEWW? BELEZA?
- SIIM, pelo jeito você lembra... Então, a gravadora gostou da nossa proposta e querem nos apresentar alguns baixistas e bateristas! Mas também querem algum material até o fim do mês!
- OMFL! JURAAA?
- Não, não, na verdade é só um trote sem graça... Despediram a gente!
- NOO, assim vou ter que voltar pra casa da mamãe!!!
- SE LIGA! É VERDADE, OS CARAS AMARAM A GENTE, QUEREM CASAMENTO COM PAPELADA, ANÉIS DE DIAMANTE E TEQUILLA!!!
- WEEE... Pera, tequilla?
- Ehehe, esquece.
- Apagado... onde eu tava?
- Acho que comemorando sem me escut...
- Weeeeee!!
*CENA: Danny correndo em círculos e gritando, com a mão livre no ar sacudindo. Tudo isso e ainda pulando.*
- Ok, mas para de gritar que eu tenho que falar algo importante!
*Danny senta e cala a boca*
- Sim, senhor.
- Claro, nós temos a palavra deles que seremos uma banda...
- VIVAAAA!
- SE...
- Droga, a tensão vai me matar!
- Claro. SE nós apresentarmos algo para eles até o final do mês, além de começarmos imediatamente a procurar por um baixista e por um baterista...
- Ahh, que legal! Então eu vou...
- Os caras da gravadora acharam uns caras ai, mas sei lá... Amanhã eu marquei de me encontrar com eles num café, anota aí o endereço! – Cortada linda do tom.
- Fala!
- Cornfake street, 43. Não é difícil, só pega o metro até a estação cornfake, é bem em frente!
Danny anotava um papelzinho.
“Cornfflacker street, 43. Linha de mesmo nome, bem em frente.”, isso com o desenho de uma cara feliz.
- Pó’deixar! Estarei lá... Que horas?
- De manhã, umas 10h!
- Beleza, te vejo amanhã!
- Combinado, rumo a fama, hein?
- Opa, a duas passadas! – sorriso colgate.
Eles desligam o telefone.
Danny olha o papel e escreve: 10h, encontro com o Dom.
*volta a pular*
*flashback OFF*
Pois bem, nosso querido Tom se encontra no momento, em CORNFAKE, 43. E nosso querido Danny, em CORNFFLACKER, nº desconhecido.
Tom espera na frente do café, bufando e tomando seu suco de maracujá para os nervos. E Danny, pobre Danny... Bem...
Danny estava com o violão, mochila e nada mais, parado na frente de absolutamente nada. Ele acabara de descobrir que CORNFFLACKER era, além de muuuuuuuuito longe, um pedaço de nada junto com nada, que nunca ia nem gastar espaço num mapa. (Cornfake deve ser a três estações da casa do Danny... ¬¬).
Tom sentiu acima de sua cabeça uma repentina sombra e olhou para cima. A sua frente estava um cara loiro com unhas pretas e um baixo brilhante nas mãos.
Ele era um tanto alto e parecia mais velho que tom.
- Tom fletcher, right?
- Ahh, claro.
- Saiba que eu sou um cara sério, pode não parecer, mas sou. Não gosto de brincadeirinhas à toa e quero tocar carreira musical, porque minha paixão é perfeição das vibrações que chamamos de música.
- Bacana, cara, realmente. Isso é...
- E não gosto de doces, não falo isso por nada, é que na ficha que me mandaram sobre você e o outro membro, o... –momento checando um papel – Jones, vocês fizeram questão de anunciar *caham* marcas favoritas, revistas em quadrinho favoritas, comidas nojentas que já comeu, melhor comida do mundo e outras coisas, sendo que o Jones fez questão de sublinhar que repolho deixa-o com mais fome e que sua habilidade especial é enfiar 157 mm’s de amendoim na boca de uma... Vez? – o baixista parou por causa da cena na sua frente.
O loiro em sua frente, que deveria estar escutando, primeiro pareceu babar um pouco, mas agora morria de rir.
- Qual é o problema? O que é tão hilário? – o loiro estava confuso.
- É que, hã, sr...?
- Senhor Timothy Wilbour, mas pode chamar de Timmy.
- Err, claro. Nossa como ri!
- De fato.
- Pois bem, isso me lembrou quando eu li a ficha do Danny, ou Jones, whatever... Daquela vez eu ri, quer dizer, 157 mm’s?
- Sim! Ainda de amendoim!
- EU SEI! Quer dizer, olha o tamanho do bagulho, na boca dele... – Tom morria de rir. – Ele deve ficar hilário, isso se for humanamente possível, tudo isso... Ele deve ter perdido a conta!!!
- Qual é a graça? Isso é nojento!
- Nem, dude! Bem, essa é a sua ficha, certo? Eu te ligo aew!
- Oh, sim sim.
Eles apertam as mãos. Tom com alívio, Timmy (wth?) seriamente. O primeiro fingiu se mandar apressado na direção oposta ao segundo, mas quando este ficou longe de vista, Tom voltou pro café e pediu algo bem forte.
- Tem certeza que quer o mais forte?
- Sim.
- De que ressaca você quer sair? Porque isso levanta morto.
- Eu não sei. Mas eu to frito, minha banda mal começou e eu já tomei bolo de um membro e o outro quase... Bem, se eu levasse uma enciclopédia capa dura na cabeça, teria sido mais agradável do que ver um baixo nas mãos de um cara tão... Blergh! – Tom começou a bater com a cabeça na mesa. –Traga-me o que tiver de mais forte.
- Wow, uma banda!!! – os olhos azuis do garçom brilhavam.
- Sim.
- Uma banda com vagas em aberto.
- Sim.
- Pra baixista.
- Sim, droga!
- Hehe, vou te trazer um shake por conta da casa.
- Ahn?!
O garçom se foi, ele se foi saltitando.
O nosso azarado Fletcher reparou na figura que o atendera, não tinha reparado, mas desde que chegara no café, esse cara era seu garçom. Nem tinha olhado pro rosto dele, mas com certeza deveria ter notado. Ele tinha um cabelo loiro e cara de criança, devia ser uns três anos mais novo que tom. Ok, estavam na Inglaterra, quase todos eram loiros, mas não com o cabelo espetado e jeito largado. Opa, ele estava voltando com um milk shake tamanho família.
- Dude, considere seus problemas detonados. Teu milk shake.
Ele colocou a bebida na mesa e sentou-se na cadeira vaga.
- Valeu, mas não acho que açúcar vai resolver minha banda sem nome e sem integrantes.
- Bem, a gata que eu sai semana passada falou que açúcar resolve qualquer drama, mas não quis dizer o milky aí não! EU sou sei salvador! – Pose heróica.
Tom olha para o loiro maluco sentado ao seu lado com pose de Peter Pan.
- Meu salvador? Que gay... Qual seria seu nome, oh, salvador?
- Dougie Poynter, ok? Guarde esse nome, amiga, porque ele estará no nosso cd!
- Auahuahauah, e você toca?
- Lógico, se não tocasse não seria seu salvador, duh? Toco baixo, dude!
Hora do tom abrir um sorriso mega-colgate.
- Alô-ô, quemfala?
- Hã, que?
- Ahh, oi danny! Já pegou as jóias pra mim?
- Hã, que?
- Danny, aqui é a !
- Ahh, ta... SOCORRO!
- O QUE?
- Eu não sei onde tô, esqueci o celular em casa, tô com fome e tem um véio me paquerandoooo!!! SOCORRO!
- Danny, o que você fez agora?
- Eu só peguei a linha que vai pra cornfflacker!!!
- Cornfflacker? , onde é isso?
- Não é cornfake? – fala no fundo.
- Não é cornfake?
- Não, tô em cornfflacker!!!
- Onde fica isso?
- EU NÃO SEEEI!!!
- Novidade! – veio a voz da na outra linha.
- Ahh, eu peguei o metro e vim parar aqui...
- Ahh, droga, você se perdeu dentro do metro de novo? – perguntou.
- Heey, você tava comigo da outra vez!!! – Danny reclamou.
- CALA A BOCA!
- Sim, senhora senhora senhor sim ! – e Danny falaram. E ao fundo.
- AHH, o véio chegou mais perto!!!
- AHH, CORRE!!!
- TÁ!
- NÃO, NÃO CORRE, MERDA... NÃO É CELU... – começou.
*TUC*
- AI! – foi a última coisa que ouviram antes da ligação acabar.
ficou olhando pro telefone. e desceram correndo e rolando.
- OMG! – exclamou.
- Perdi meu irmão!!!
- Um véio assediou elee!!!
- CALMA!!! – silencio mortal. – Vamos pegar o carro.
Beatles começam a tocar.
- O meu celular? – atende o celular. – Alô?
- Alôô, mana, aqui é a Vicky...
- E aew?
- Hoje eu vou chegar mais tarde, por isso fala pras meninas cuidarem de você e do Danny. Manda a cozinhar, porque vocês dois iriam queimar a casa...
- Eei. – sem tempo pra reclamações, a ligação já terminara. – , a vicky mandou você cozinhar...
- Ahh, droga!
- Que foi?
- A vicky tá com o carro!!!
Beatles começa a tocar.
- Alôô? – nada. Beatles continua. – Mas o que? olhava pro celular.
- Que bizarro, meu celular tá tocando, mas não tem ninguém ligando!
- Nem, é o celular do Danny, ele sempre acaba colocando o mesmo toque... – falou com calma total.
As outras três arregalaram os olhos. saiu correndo atrás do celular com a patota atrás dela.
Celular em mãos, na tela lia- se: Dom XD.
- Uhh, o Dom! Alôô?
- Alôô? Err, posso falar com o Danny?
- Acho que isso não seria possível, Dom!
- Quem?
- , prazer!
- Prazer, mas... Dom quem?
- Você!
- Não, eu sou Tom, de Thomas Fletcher!
- Jura? Que legal!
- Mas eu queria falar com o Danny, onde ele tá?
- Pois é, nem sei!
- Mas você ta com o celular dele...
- Sim, mas ele esqueceu em casa e acabou de ligar... Ele se perdeu por Londres de novo!
- De novo?
- Longa história...
- Hmm, eu preciso me encontrar com ele, droga!
- Seguinte, aonde você está?
- Cornfake, 43. É uma cafeteria logo em frente a estação.
- Estamos indo ai!
- Estamos?
Tuu tuu tuu.
Tom olhou pra Dougie, que sorria todo feliz pro ar.
Danny correu. O telefone ficou. Ele ainda estava segurando o telefone. Resultado: Danny foi puxado pra trás, caiu e arrasou o telefone ao mesmo tempo.
- Ow, crap! Ahh, véio doido!!! – Danny saí correndo.
- Sua palheta... Esquece! – o véio saiu andando.
Danny correu, correu e correu. Como um condenado, gritando como um também. Correu até cansar, apoiado num poste, parou pra respirar.
- Aii, sem fôlego, com fomeee!
Sem cerimônia, Danny se jogou no chão, pegou o violão e começou a tocar.
- “Help! I need somebody. Help! Not just anybody. Help! You know I need someone. Heeeelp!”.
Moedas são jogadas em Danny.
- Opaa! – Danny conta a grana. – Ebaa, hambúrguer!
Danny entra todo feliz no Mcdonalds mais próximo, pede o que dava pra comprar com os trocados e recebe um McLanche Feliz. Igualmente feliz ele senta-se e devora o lanche indefeso.
A criança sai muuito satisfeita da lanchonete e olha em volta, finalmente percebendo que agora estava realmente perdido.
Não tinha idéia alguma de onde estava nem de que direção viera. O que ele podia dizer? O estômago o guiou.
Pessoas normais pediriam informações, mas Danny decidiu ouvir seu senso de direção másculo, assim denominado por ele mesmo.
- Direita, esquerda, direita, direita, esquerda, esquerda, esquerda... Olha eu reconheço esse lugar (n/a:porque três esquerdas são uma direita, ahn ahn?), tô voltando pra casa!!!
E ele continuou nesse esquema até reparar que no final de cada seqüência ele reconhecia o lugar. Então ele resolveu optar somente por esquerdas (n/a: vire só esquerdas e andará em círculos, hehe) e agora ele reconhecia todos os lugares.
Casa azul, casa branca, loja de donnuts, casa cinza, casa cinza, casa cinza, casa branca com garoto olhando pra ele, poste, casa rosa, poste, poste, casa cinza, correio.
Casa azul, casa branca, loja de donnuts, casa cinza, casa cinza, casa cinza, casa branca com garoto olhando pra ele (Danny pensa: será que eu pareço gay?), poste, casa rosa, poste, poste, casa cinza, correio. Casa azul, casa branca, loja de donnuts, casa cinza, casa cinza, casa cinza, casa branca com garoto olhando pra ele (Danny pensa: me parece familiar.), poste, casa rosa, poste, poste, casa cinza, correio.
Casa azul, casa branca, loja de donnuts, casa cinza, casa cinza, casa cinza, casa branca com garoto olhando pra ele (Danny pensa: porque aquele paspalho ta rindo da minha cara?), poste, casa rosa, poste, poste, casa cinza, correio. Casa azul, casa branca, loja de donnuts, casa cinza, casa cinza, casa cinza, casa branca com garoto olhando pra ele (Danny pensa: acho que estou andando em círculos!), poste. Danny olha pros lados e se joga no chão e fecha os olhos. (Danny pensa: como eu sou BURRO!).
- Se tocou, né?
Danny abre os olhos e vê uma cabeça tampando o sol. O garoto da casa branca. Ele riu e estendeu a mão.
- Cara, você tava andando e círculos a tempos. Eu fiquei só vendo se você ia se tocar.
- Só algumas vezes.
- Nada, você passou duas vezes, na terceira percebeu que eu estava olhando e fez uma cara engraçada, depois andou mais um pouco até cair duro no chão. Até quase fiquei preocupado.
- Ahh, que comovente. – Danny olha o relógio. – Ahh, o Dom vai me matar!
- Dom? Que nome bizarro!
- Eei, não fala mal do cara não! Ele é minha banda, beleza?
- Ele é sua banda?
- É, sendo a banda eu e ele... Acho que ele é minha banda!
- Que maneiro!
- Tom, o que nós estamos esperando? – Dougie bebia do milk shake do Tom.
- Não sei realmente...
- Tom?
- Sim?
- Posso pegar meu amplificador e meu baixo?
- Tá bem... mas hein?
- Aí eu toco aqui!
- Acho que isso é errado de várias formas...
- Então eu pego meu baixo e nós achamos o Danny com quem quer que você esteja esperando.
- Hm, beleza!
- Minha casa é por aqui, já volto, dude!
Metrô.
- , olha ali, cornfake e cornfflacker... – apontou.
- Qual era mesmo?
- Deus, cornfake, como o Danny pode se perder tão fácil! – bufou.
- É fácil pra você que sempre vem pra Londres... mas o metrô daqui é complexo. – e fizeram gestos e bocas pra tentar passar a mensagem.
- Vamo cambada, encontrar o tal do Tom! – empurrou as duas tontas. Elas entraram no trem abarrotado para a tal cornfake.
- Espero que o danny fique parado onde está...
- Então deixa eu ver se entendi... Vocês tem uma banda, sem nome, sem noção e sem dois integrantes? – o garoto chamado Harry estava curioso.
- É, tipo, por aí... E a gravadora gostou do primeiro material que mandamos, mas eles querem uma banda inteira, e não uma capenga.
- Por obra do destino não seria um baterista que está faltando, seria?
- Siim, e um baixista. A gravadora mandou uns caras ai, mas eu me perdi e nem encontrei!
- Dude, isso é...
- Mas o Dom sempre zoa comigo, todo mundo zoa comigo... preciso de um abraço!
Cena: Danny abraça Harry (garoto da casa, hehe). Danny no mode on de crise existencial.
Harry olha pro maluco chapinhado (parecia chapinha) abusando sexualmente dele e, pior, dentro da sua própria casa.
- Quer um copo de água?
- Sim, valeu!
Harry correu pra cozinha, Danny já estava hipnotizado pela tv. Pegou o copo d’água e parou pra respirar. Era isso. Não teve resposta das mais de três bandas de rock que tentou, alem das que fugiu. Mas esse maluco parecia o tipo de maluco com quem ele se daria bem.
Espiou a sala. Danny estava em cima do sofá e cantando enquanto via o clipe “Not now” do Blink 182.
Daria-se bem, ou talvez não. Mas era agora. Estava decidido.
Enquanto o ser pulador lambia sua guitarra imaginária Harry assumiu sua posição na bateria atrás do sofá (será que o maluco tinha reparado?).
Chegou a bateria, e ele seguiu. Beleza, tempo perfeito. Ele e Travis estavam em sincronia perfeita.
Porque ele estava ali? Nem importava mais! Ele estava tocando alucinadamente e não tinha mais nada além da bateria.
A musica acabou e Harry tocou a próxima: “Always”. Quando terminou estava exausto. Depois de Blink veio AC/DC e um improviso de puro barulho. Foi muito bom.
Ele finalmente parou e olhou pra pessoa no seu sofá. Ele estava encolhido e ele só o via dos olhos pra cima.
Silêncio. Os dois ficaram se encarando, Danny com os olhos arregalados e Harry sem fôlego.
Pensamentos do Danny:
*Momento que harry foi pegar água: Quem micão! Tô na casa de um estranho que eu acabei de abraçar!
*Momento que começou Blink: adoro esse clipe!!!
*Pulando no sofá: nanananananaaam!
*Quando percebeu que a bateria estava com o som duplicado: que raios?
*Após curtir mais um pouco a musica: nossa! Quero um som assim na minha casa! Pareciam dois Travis!
*Música acaba, começa rapper, Blink continua ao mesmo tempo: mas hein?
Danny desliga a tv. O Travis, onde? Olhou o lugar óbvio, o gay que foi pegar água estava tocando uma bateria muito da hora.
*Momento que Danny percebe que o maluco tava possuído na bateria: MAMÃE DO CÉU E CRUS CREDO DE SÃO MATHEUS FOR MY FUCKING GOD BLOODY LORD E O ESCAMBAL A VINTE!
Danny foi abrindo a boca e se encolhendo no sofá. Aquilo era muito bom, do começo ao final, M-U-I-T-O B-O-M!
Harry ficou encarando Danny. Danny ficou encarando Harry.
O baterista pensava que talvez tivesse extrapolado. O sardento pensava em como fazer palavras saírem novamente pela sua boca.
- Pois é, acho que...
- WOOOOOOOOOOOOOOO-HOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!
Harry caiu no chão de susto.
- EU NÃO ACREDITO, O DOM VAI ME AMAR, EU ACHEI O TRAVIS SEGUNDO. TEM CABELO DE GAY, MAS QUEM LIGA! SALVE O...? Qual seu nome mesmo?
- Harry Judd... Será que...?
- SALVE SALVE HARRY JUDD!
- Primeiro, que bom que gostou. Segundo, PARA DE GRITAR MALUCO VARRIDO!
- Ah, ops, é a emoção...
- Claro, falando em emoção... Acha que pode me dar uma chance na sua banda?
- Por mim, tá dentro, dude! Agora é falar com o Dom.
- Então vamos atrás dele!
- Que horas são? – Danny olhou em volta quando saíram da casa.
- 16h!
- OMG! O tempo passou assim tão rapidamente?
- Do que você ta falando? Você chegou aqui umas 15h!
- 15h? Sem dúvida eu tava com fome!!
O tempo passa rápido, péssimo sinal.
Cornfake, 43.
Tom batucava na mesa. Desde que Dougie tinha saído, vieram mais dois caras bateristas e um baixista falar com ele. Nenhum parecia realmente bom, todos pareciam egoístas e cheios de ideologias, bem encanados. Nada que tivesse a cara de algo que ele chamasse de banda.
Pensando bem, ele rezava que dougie fosse bom, porque, pelo jeito, se não fosse, ele forçaria o moleque a tocar bem. Ele parecia perfeito pra banda. Danny gostaria dele.
Falando em Danny, aquele ser estava perdido e a pessoa misteriosa no telefone ainda não tinha aparecido. 12 horas (sim, voltamos no tempo!). Estava morrendo de fome.
Pediu comida e ficou de olho no metro logo em frente. Como se fosse só pelo desejo de que algo bom acontecesse, quatro garotas totalmente atrapalhadas saíram pelas portas.
Seu telefone tocou.
- Alôo? –uma voz feminina perguntou.
- Hmm, alô!
Uma das meninas na frente do metrô falava ao celular. Ela não era muito alta, tinha algo nela vagamente familiar. Do lado dela tinham duas loiras altas com cara de malvadas e uma baixinha com cabelos ondulados olhando pro nada sorrindo.
- Tom? Cadê você? Estamos na frente do metrô!
- Fala pra ele acenar! – Tom viu umas das loiras falar com a do telefone ao mesmo tempo em que ouviu a voz ao fundo.
- Acho que estou vendo vocês, venham pro café em frente!
Ao falar isso, a menina olhou pra frente e abriu um sorriso enorme. Ok, ele achou-a familiar? Sim, com o Danny. Só sendo da mesma família pra abrir tal sorriso. Eles eram bem parecidos mesmo. Cabelo castanho claro e olhos azuis. Ela atravessou a rua e foi na direção exata de Tom. E passou.
- E ai, beleza, misterioso Tom?
Um cara com o celular na mão e óculos escuros olhou estranho pra ela.
Aquela deveria ser uma Jones, disso Tom tinha certeza.
- Err, oi!
Ela se virou pro loiro que acenava se divertindo.
- Pois não! – ela sorriu. De perto ela tinha sardas. Jones, com certeza.
- Prazer, Tom Fletcher. – ele se levantou.
O cara que ela achava que era Tom se mandou pra outra mesa. Talvez pela menina ter pego sua cabeça entre as mãos e o encarado, perguntando “Você não é Thomas, han?” ou pelas outras meninas pulando pela rua e gritando “Pega ele, pega!”.
- Que mico, só faço merda! Prazer, Jones.
- Sabia, você é parecida com seu irmão!
-HÁ! Disse que você era burra! – a loira sentada ao seu lado ria toda feliz, tinha os cabelos lisos e pose de modelo. –sou a .
- Olá!
- E eu sou a . – A outra loira, mas de cabelos enrolados e olhos bem claros, se apresentou. – E a mascote é a .
- Isso ai, só eu to com fome? – a garota baixa era bem animada. Tinha cabelos castanhos, assim como os olhos, e tinha belas bochechas.
Várias mãos se levantaram. Menos , embora seu estômago roncasse bem alto.
- Mas meu irmão! Perdido, com fome, no frio! E se ele chorar? E se o véio tarado pegou ele? Ele pode correr rápido, mas nunca se sabe o que tem por ai e...
- Ahh, ele se vira! Tô com fome. – não pareceu nada comovida pelo discurso, embora abraçasse a amiga, quase chorando.
- Não acho que vamos resolver muita coisa caindo de fome... melhor pedir algo! – foi uma luz no fim do túnel.
- É, e temos que esperar o Dougie.
- Quem? – as quatro meninas perguntaram.
- Ahh, um que trabalha aqui e que é baixista. Ele foi buscar o baixo pra fazer uma audiência pra banda.
- Banda? – três meninas perguntaram. A quarta ficou triunfante.
- Eu DISSE que tinha a ver com uma banda. Não sou totalmente lesada!
- Continua sendo JONES o bastante pra mim! – deu de ombros.
- O que quer dizer com isso? – se indignou. Não foi convincente.
- Ai, ai. N... – foi interrompida por um barulho ensurdecedor.
Era um baixo.
Não, era um maluco com um amplificador ligado a um baixo. Que ia produzindo sons e notas perfeitos e muito altos. Ele era loiro surrado, mas parecia genial tocando.
já não sabia se estava tonta pelo barulho ou pelo... não, era só um maluco. Gracinha, mas maluco.
- PUTA MERDA!!! – Tom estava em pé. Uma mulher falou algo sobre chamar a polícia. –VAMOS GAROTAS!
Num momento, Tom pegou pela mão e saiu correndo. Depois agarrou o amplificador do baixista.
- Hey, Thomas, love? – Dougie correu atrás.
- Sua casa!! Rápido!
- Ok, ok! – Dougie pareceu sentir a presença feminina. – Oi garotas. Não sabia que já tínhamos fãs!
- Eu explico depois, pra sua casa. JÁ!
- Mas nós já passamos minha casa! – Dougie estava muito mais se divertindo para se preocupar com qualquer coisa. Tom não parecia muito de acordo com essa história de policia e tals.
estava se divertindo, assim como . corria insanamente e xingava alto. Dougie agora guiava a turma, eles deram a volta no quarteirão (idéia do Tom, pra caso a polícia estivesse lá) e entraram numa rua sem saída apinhada de pequenos apartamentos.
Eles foram até o final da rua e entraram em um dos apartamentos. Tom pareceu relaxar agora, Dougie parecia feliz pelo elevador ser pequeno.
- Ainda bem que ninguém é gordo. – foi o comentário de . - Espero que, pelo bem geral, ninguém seja tarado. –disse com um olhar indiscreto para Dougie, que parecia ter visto o Papai Noel.
- Ahh, não banque a... – Dougie começou, mas tudo ficou escuro.
O elevador estava parado.
- AHHH!!! – Dougie continuou, gritando.
- Não grita, droga! – falou isso indo pra lado, até pisar no pé de alguém.
- Cuidado ai! –veio a voz do Tom.
- De quem é essa mão? – perguntou .
Silêncio.
- Eu quis dizer segurando a minha mão, suas mentes sujas!
- Ahh, fui eu! – veio a voz da .
- Larga minha mão!!!
- Ahh, siim! – vai pro lado pra cima do Dougie.
- Epa, não sou tarado, ela que... – Dougie começou.
- AII!! – reclamou.
- Ahh, desculpa, amor! Eu queria arrancar a cabeça daquele ali.
- , você é má! – chorou.
- mááá! – Dougie riu.
- Merda, agora ele sabe meu nome!
- Pára de gritar, tô tentando achar o interfone dessa bosta! – gritou.
- Tá logo ali, deixa que eu... – Dougie falou com voz ainda risonha.
- Você não se mexe! – ordenou .
A resposta foi só uma risada. Começou o empurra-empurra pra achar o interfone, até que alguém apertou o botão e uma voz entediada falou:
- Pois não...
- Estamos presos!!!
- Onde?
- Onde você acha, vindo do interfone do elevador? – perguntou.
- Mas o elevador não deveria estar funcionando...
- Pois é... E não está! Estamos encalhados!
- Encalhados? – a pessoa bocejou.
- É, ENCALHADOS!!! DENTRO DO ELEVADOR!!!
- Hmm, isso é ruim...
- MUITO!
- Legal, vou chamar o técnico, depois volto a falar com vocês...
Barulho de interfone desligando.
- Não sei quanto a vocês, mas acho que vamos ficar um bom tempo aqui! – disse Dougie.
- Droga! – Tom reclamou.
- E o Danny? – perguntou.
- Danny? – foi a resposta de Dougie.
- É, tipo, meu irmão!
- Danny? – Dougie agora falava com Tom.
- Sim, sim. A pessoa que eu estava esperando e se perdeu. Elas iam me ajudar a encontrá-lo. Da próxima vez, vou buscá-lo na porta da casa.
- Isso seria um favor para todos nós. – suspirou.
- tô com fomeee!!! – choramingou.
- Espero que isso seja só o seu baixo... – ameaçou.
- Eu também, porque não me mexi... – Dougie respondeu.
- Ainda to com fome...
- Eu também... – cutucou a barriga.
- Eu tenho amendoim... – Dougie sorriu.
- Amendoim não é o bastante. – mudou de idéia depois de ver Dougie esvaziando os bolsos, cheios de pacotes de amendoim. – Porque você carrega amendoins?!
- Nunca se sabe quando você vai ficar entupido num elevador, morrendo de fome e com quatro garotas, dois garotos, baixo e amplificador. O problema mesmo é que eu quero ir ao banheiro...
- Ow, isso é ruim! – falou mastigando.
- Já que nós vamos ficar aqui, melhor partirmos pras apresentações...
- Oi, sou Dougie, estou solteiro a meia semana e...
- Eu sou Tom, pra quem ainda não sabe! – cortada bonita (vivaa vivaa).
- .
- .
- .
- !
- Agora somos todos amigos! – Dougie comemorou com a boca cheia de amendoim.
- Fale por você... – murmurou.
- Ouvi isso!
- Era pra ouvir!
- Sem treta, - separou. – não tem espaço pra isso e eu não quero ver sangue...
- Aha, ia apanhar! – Dougie riu.
- ... de alguém inocente nas mãos da . - finalizou.
- Tomooou!!! – comemorou.
É, aquilo duraria um bom tempo.
- Estação de metrô. Aqui estamos. – Harry entrou seguido de Danny na pequena estação.
- Tô preocupado...
- Com o que?
- Eu liguei pra ... Será que ela foi pra cornfflacker?
- Porque ela iria pra cornfflackler? Aquilo é um pedaço de nada!
Danny olhou pros pés.
- Eu me perdi e fui pra cornfflacker sem querer... Ai depois corri de um velho doido até me perder e depois achar você...
- Que romântico... Mas, na boa, você correu muito!
- Corri?
- Sim, esse lugar ai é bem longe da minha casa...
- Que atleta, Danny Jones! – Danny sorriu ao se elogiar.
- Pra onde vamos mesmo?
- Hmm... pra onde mesmo? – Danny ficou pensando por um tempo.
- Qual o telefone do celular da sua amiga? – Harry pegou o celular do bolso.
Harry digitou rapidamente enquanto Danny se complicava com os números.
- Oi? – Harry atendeu feliz. – Eu achei na rua uma criança que atende pelo nome de Danny Jones...
- Heey. – Danny fez bico.
- AH, MEU DEUS! O DANNY TÁ VIVO! – gritaram do outro lado da linha.
- Sim, está. Onde posso entregá-lo?
- Hmm, meio complicado... – a voz feminina mudou pra uma voz masculina. – vai pra estação cornfake, depois na rua com mesmo nome vire a direita na terceira rua sem saída, o ultimo prédio. Chame os bombeiros.
- Os bombeiros? – Harry olhou pra Danny.
- Não fui eu!
- Vai logo, os amendoins acabaram e eu vou me mijar!
- Hmm, está bem! Estamos perto de cornfake!
- Legal, tchau!
Harry olhou pro celular e puxou Danny em direção a grande placa escrita “CORNFAKE”.
- Não acredito que depois de tudo isso, o Danny que vai nos salvar! – não se conformava.
estava em pé lixando as unhas. Tom estava sentado ouvindo Dougie, que declarava agora a música inesperada inventada número 38. e estavam sentadas no canto, fingindo ter uma guitarra e batucando nas paredes.
- Música inesperada inventada número 39, essa é pra minha mãe, que foi viajar bem quando eu to preso no elevador.
E ele começou de novo. Aos pés dele estava , ainda cutucando o interfone.
- Olha o lado bom... – Tom suspirou. – Agora eu sei que só me falta um baterista, uma vez que o Danny ta vindo.
- Sim, mas se esse Danny não gostar de mim?
- Ahh, relaxa! O Danny vai gostar, eu gosto e conheço a figura bem o bastante pra saber que ele vai amar. – sorriu.
- Thanks.
- Acha que ele vai conseguir chamar os bombeiros... Eles não levaram a gente a sério. – falou.
- Mas eles não levaram a sério porque nós ligamos umas dez vezes e tava todo mundo falando ao mesmo tempo... Até que bloquearam nosso número.
- É, todos eles. – momento em que cada um olha pro seu próprio celular.
Dougie continuou tocando, ele disse que isso o impedia de pensar na bexiga dele.
Harry e Danny estavam no começo da rua sem saída, parecia a certa. Seguiram as instruções e chegaram na porta do prédio.
- Acho melhor ligar, né? – Harry pegou o celular.
Danny já tinha empurrado a porta do prédio e entrado. Só existia um elevador, a porta estava aberta e em volta tinham dois técnicos mexendo em alguma coisa.
- Ahn, oi! – Danny acenou.
- Oioi... me passa aquilo ali. – o cara barbudo apontou.
Danny pegou o que o homem apontava e entregou. Tentou de novo.
- Como vai ai? Quer dizer...
- O que você quer? – o outro homem, mais alto, perguntou. Ele parecia mal, o que aparentemente assustou Danny.
- Me..eus amigos estão no... no elevador.
- Você quer dizer as seis pessoas que não param de pedir socorro no interfone?
- Acho que sim...
- Como vai o elevador? – Harry atropelou Danny.
- Bem mal, essa porcaria nem devia estar funcionando.
Harry pegou o telefone.
- Aloo?
- Chegaram?
- Sim, estou aqui com sua criança...
- Isso soa como um seqüestro.
- ? – veio a voz do Danny.
- Nossa, realmente parece um seqüestro.
- Ahn?
- OI DANNY! – vieram vários gritos de meninas.
- Danny, nós achamos que você tinha morrido de fome, mas agora nós é que estamos morrendo de fome. – pegara o celular.
- E eu quero fazer xixi! – gritou alguém no fundo.
- Quem é esse?
- Psii, o danny perguntou quem é! – falou com alguém.
- Oi, Danny? – veio a voz masculina de Tom.
- Dooom!!!
- DANNY, SUA ANTA! APRENDE MEU NOME, ME CHAMO TOOOM! T-O-M!
Danny ficou vermelho.
- O que houve? – Harry reparou que Danny estava sem palavras.
- Acho que errei o nome do cara. – Danny sussurrou para Harry.
- Quem fala? – Harry tirou o celular da mão de Danny.
- Aqui é Tom Fletcher.
- É, Danny, você errou mesmo o nome do cara. – Harry comentou.
- Quem fala ai?
- Harry Judd.
- Prazer.
- Espero que sim.
- Cara, isso foi mesmo gay. – Danny comentou.
- Garotos, avisem que mais um pouco e vamos salvá-los.
- Beleza! Tom, boas noticias, o mano aqui falou que vai tirar você daí em pouco tempo. – Harry noticiou.
- JURA?!
- Sim... pelo menos foi o que me disseram.
- WOOOOOOOOOOOO!!! – esse deu pra ouvir sem o celular.
- Enquanto isso, acho que vou esticar as pernas...
- Esticar as pernas, você andou o dia todo!!!
- Harry, quando meu estomago ronca, nada é impossível... – Danny disse como se fosse algo que ele deveria adivinhar de tão obvio.
Harry puxou Danny pela camisa.
- Todo mundo estará com fome, é melhor esperar! E o que eu quis dizer com “andou o dia todo” foi “já não se perdeu o bastante por um dia”?
- Harry, quando se trata do Daniel aqui, nada é impossível...
- Bela frase de efeito... – Harry rolou os olhos.
- Thanx.
E barulhos altos e bizarros começaram a vir do elevador.
Dentro do elevador.
- WOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! O Harry disse que estão descendo a gente...
- Quem?
- A boa alma que salvou o Danny. – Tom simplificou.
- Ooh. – se levantou. – Dude, to amarrotada.
- Isso quer dizer que eu posso parar de tocar?
- Deve. – bateu o pé. – Que raiva!
apertou até sair todo ar dos pulmões dela.
- Aa-aar... ihhhh!
- Larga a bochecha! – Dougie interferiu. – Qual o teu problema?
- Meu problema é essa espelunca.
- Se você chama de lar, fica mais suportável. – sorriso colgate do Dougie.
- Essa espelunca vai fazer com que eu chegue atrasada pro meu encontro. – embirrou.
- Uhhh, um encontro! – Tom riu. – Se isso te ajuda, minha namorada deve estar louca atrás de mim.
- Que bonitinhuu, todo apaixonado. – Dougie apertou as bochechas de Tom.
- Dude, qual o seu problema?
- Hmm, EU PRECISO IR AO BANHEIRO! – Dougie começou a pular no mesmo lugar.
- Se você fizer essa porcaria cair... – começou .
Dito e feito, o treco começou a descer. ficou azul, talvez porque ela descobriu seus novos poderes psíquicos, ou talvez...
- AHHHHHHHHHHHH!!! - dougie deu um grito de menina e se agarrou na pessoa a sua frente. . Ela ficou azul, como já foi dito.
Todo o resto do povo ficou parado com um frio desgraçado no estomago.
Com um tranco igualmente desgraçado o elevador parou.
- Vamos abrir a porta em dois tempos.
- Rápido, ou eu faço aqui mesmo! – foi a resposta de Dougie.
Ele soltou e voltou a pular.
- Xixi, liberdade, xixi, liberdade, xixi.
E as portas de abriram.
Acreditem, você nunca verá um cara correr tão rápido com um baixo, escadas a cima, gritando:
- LIBERDADEEE!!! QUARTO ANDAR, 42, DUDEEEES!
Harry e Danny estavam no chão, pois foram atropelados pelo maluco liberal (?).
De repente algo a mais caiu em cima de Danny.
pulou no irmão num abraço desajeitado, com direito a cotoveladas e joelhadas.
- Ai, ai, ai! – os dois reclamavam.
- Não deixo você sair de casa sozinho, nunca mais. – agora abraçou a cabeça do Danny.
Harry ficou olhando a cena. Um ser agarrava a cabeça do Danny após ter pulado pro extermínio em cima do garoto. Um ser bonito.
- Só até a próxima vez. – Danny abraçou-a de volta.
“Esquece, Harry. Namorada, com certeza. Olha a cara de bobo dos dois. Não mantenha contato dos olhos. Finge que machucou alguma coisa com a queda. Merda, acho que vou ficar roxo mesmo.”
Harry olhou em volta. E não pode deixar de rir.
Alguém loiro estava jogado no chão. E duas meninas estavam ajoelhadas e apoiadas num amplificador. A terceira menina tinha saído correndo pra fora do prédio.
- Tom, Tom? – Danny olhou pro loiro.
- Oi... – falou a voz abafada com o rosto enterrado num carpete fedido.
- Cara, que nojo! – Danny fez careta.
- Não me amola, cara de peixe! – Tom falou com a voz abafada.
- Que mau humor... Eu aqui, na boa, preocupado com a sua saúde. Depois de enterrar a cara nesse tapete vagabundo, quem sabe o tipo de doença que você vai contrair?
Risinhos interromperam a cena em que Tom pulava do chão com nojo e cuspia.
e conversavam no canto.
- ... – murmurou com voz de safada. – to com fome!
- .
- Hm?
- Porque raios você vem me falar isso, achei que era algo mais interessante.
- Não fui clara, não quis dizer fome de comida, bobinha.
As duas olharam pra Harry, que olhava pra Danny e .
- , . Deixa pra , e eu vi como você ficou com o Dougie.
- Eu não... OPA!
Todos olharam pra .
- To com fome, hehe. – fingiu, depois colocou a mão na testa da .
- Que que isso?
- Você deve estar em estado terminal, porque observadora você não é, e ainda me vem observar o que não aconteceu... , alucinações, nessa idade... – mediu o pulso da .
- Ahh, ta bem, ! Boa atriz você pode ser, mas não comigo... – falou baixinho.
pareceu que ia responder, mas Danny assumiu pose de quem ia fazer discurso. Salva pelo Jones?
- Meu estomago me mandou comer. – ele declarou muito sinceramente.
- O meu manda obedecer ao seu. – completou mais sinceramente ainda.
- Meu cérebro manda esperar o Dougie, então decidimos aonde vamos e nos apresentamos propriamente.
- Dougie? – Danny apertava a barriga.
- É, cara. O que maluco que te atropelou.
- Vamos ao apartamento dele pra sair logo. – se intrometeu.
- Mas e a ? – se levantou, percebendo que não ia continuar a conversa mesmo.
- Ela já deve estar bem longe com o encontro dela... – rolou os olhos.
- Então vamos subir! – Tom pegou o amplificador.
Toda a patota subiu a escadaria igualmente imunda até o quarto andar. Normalmente isso não seria problema pra ninguém, mas todos estavam com uma cavidade enorme e barulhenta no lugar do estomago e boa parte deles (Danny principalmente) tivera um dia beeeem agitado. Em outras palavras, aqueles quatro lances de escadarias foram uma tortura.

