Como escrever uma boa fanfic?
 
O que eu irei dizer aqui são apenas conselhos. Não significa que você precisa segui-los. Achei legal fazer um “tutorial” sobre isso, porque muitas pessoas querem escrever uma fanfic, mas não fazem a mínima idéia por onde começar… Então, como já escrevi algumas, vou falar os meus critérios…
 
Antes de qualquer coisa, você tem que imaginar a história. Quantos protagonistas aparecerão, se eles serão fixos ou se todas as características irão encaixar em qualquer um.
 
Depois disso, você tem que imaginar onde acontecerá a história (lugar físico). Não somente o(s) lugar(es), mas se será no passado, presente ou futuro (lugar temporal). Pensar se a fanfic vai ser curta, média ou longa. Se você a dividirá em capítulos, se terá “flashbacks”…
 
Você precisa pensar também em quem contará a história. Exemplo, se o narrador da sua história será: uma pessoa aleatória “de fora”, se será um dos protagonistas, ou a pessoa que está lendo. Muito cuidado com essa parte: o jeito de escrever. Se for “você”, a narradora da história, e conseqüentemente, a pessoa que estará lendo, cuidado com as marcas pessoais, isso é: palavras, expressões e gírias que VOCÊ está acostumada a falar/escrever. Se for mudar quem é o narrador durante a história, avise! Pode confundir os leitores.
 
Já pensado em tudo isso, comece a fanfic, com calma. Depois de terminá-la, dê uma conferida e faça as alterações necessárias. Uma boa fanfic não é aquela mais comprida, mais divertida ou mais dramática, e sim uma que foi escrita com o coração, com cuidado e com coerência. É disso que os leitores gostam.
 
 
Contexto: Essa parte já é mais para as pessoas que querem fazer uma fanfic grande. O que precisa ter em um contexto?
 
Acima de tudo, a fanfic tem que estar em harmonia. Não adianta, no primeiro capítulo, a fanfic falar sobre a cor dos olhos do Tom e terminar falando sobre a morte do Zukkie. Ela tem que estar em sintonia.
 
Normalmente as fanfic grandes nos deixam perdidas, por não lembrarmos nem ao menos do nome do primeiro capítulo. Então, uma dica é relembrar o que já aconteceu na fanfic, quando o capítulo estiver muito distante do primeiro.
 
Agora, para VOCÊ não se perder enquanto escreve o penúltimo 99º capítulo, a dica é reler a fanfic inteira. Não para terminá-la bem ou qualquer coisa do tipo, mas para não repetir algo que já aconteceu, ou falar algo que no começo você disse que nunca falaria.
Desenvolvimento: Essa parte vale para todos os estilos de fanfics, com um pouco de diferença entre eles.
 
Se sua fanfic for uma pequena, as coisas podem acontecer rapidamente, ou nem precisam acontecer. Vocês sabem do que eu estou falando. Não é em toda a fanfic que você e o Harry precisam ir para a cama. Isso não distinguirá se sua fanfic é boa ou não. Tanto é que nem todas as fanfics “rapidinhas” são as preferidas entre as leitoras.
 
Se sua fanfic for grande e a história demore mais de um mês, ou por aí, para acontecer, não tenha pressa dos acontecimentos. Tanto os acontecimentos do primeiro olhar, do primeiro selinho, da primeira foto, do primeiro arrepio ou da primeira relação. Não é porque é uma fanfic com os famosos da tal bandinha, do outro lado do oceano, que a história precisa ser de outro mundo, certo? Quanto mais real e natural, mais legal e empolgante a fanfic é.
 
 
Idades: Cuidado nessa parte. Se você quer colocar quantos anos as pessoas têm, não aqueles personagens secundários, e sim os principais, deixe uma caixinha de pergunta, para trocar isso, para a pessoa ler com a idade que ELA tem, não com a que quem escreveu deveria ter. Exemplo: se você tem 15 anos, hoje, e está falando sobre dois anos atrás, colocaria assim na fanfic: “Há dois anos, quando eu completei meus 13..”. E se a pessoa que está lendo, tiver, hoje, 20 anos? Ela teria 18 há dois anos, não é? Então, cuidado com isso.
 
Quanto à idade dos meninos, se eles não forem fixos, deixe como pergunta também. “Quantos anos tem seu McGuy? 23″. Certo?
 
 
Nível de Interação: Antigamente o POP só permitia fanfics interativas e bem, resolvemos mudar isso. Se você quiser escrever uma história do Tom com a Gio, por exemplo, feel free. Só não vá escrever uma história sua com o Danny sem torná-la interativa porque é desperdício de criatividade.
 
Muitas pessoas abrem uma fanfic, lêem o primeiro parágrafo e fecham a página. Isso acontece quando uma fanfic enrola para ter um começo “atraente”.
 
Tente fazer com que as pessoas queiram terminar de ler a sua fanfic, que indiquem para os amigos, que comentem ao terminá-la…
 
 
Nome: Uma das partes mais difíceis de finalizar a fanfic é dar o nome à ela. Ele não precisa ser em português, mas é legal que o nome tenha a ver com a história. Exemplo: se a sua história fala sobre as férias de inverno, não vá colocar um nome como “sweet summer”. Todos têm bom senso, acredito eu.
 
 
Personagens com nomes fixos: Muitas pessoas deixam personagens secundários com nomes fixos. Os personagens secundários são aqueles que aparecem “de leve” na fanfic, uma vez ou outra, mas que sem eles, a história não seria a mesma. Mas é aí que muita gente se perde. Você pode se chamar Gabriela e deixar que o seu personagem se chame “Gabrielle”, mas e se a pessoa que for ler se chame Gabrielle? Aí terão DUAS Gabrielle’s na fanfic? Imagina só:
 
- Gabrielle! Solta o Tom. – Gabi gritou da porta.
- Solte você o Danny, Gabrielle! – Gabrielle retrucou.
 
Meio confuso, não? Então, tente procurar nomes que não sejam comuns, nomes de outras línguas, qualquer coisa. Ou deixe as pessoas escolherem os nomes dos secundários.
 
 
Quantidade de Perguntas: Não há um limite para isso, mas há limite para a paciência dos leitores. Ninguém gosta de abrir uma fanfic e ter que responder 25 perguntas para uma fanfic de 20 linhas, certo? Claro, quanto mais características iguais à pessoa que ler, tiver, melhor. Nem por isso sua fanfic tem que ser tão detalhista.
 
Se sua fanfic for separada por capítulos, e você só irá atualizá-los com calma, mande as perguntas que aparecem em cada um deles.
 
Exemplo: se no primeiro capítulo só aparecer dois personagens e a cor dos olhos deles, coloque só essas perguntas. “Seu nome?” “Apelido?” “Cor dos seus olhos?” “Seu McGuy?” “Sobrenome dele?” “Cor dos olhos dele?”; entende? E conforme a história for desenrolando, acrescente as perguntas necessárias. Assim, os leitores não respondem perguntas à toa.
 

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